domingo, 18 de setembro de 2011

nem sei...



Hoje acordei bem sensível. Dormi bem, mas demorei para me levantar e aí os “fantasmas da minha voz” conversam comigo.

Há muito o que falar, mas não consigo falar, como se houvesse hora certa para falar coisas do coração.

Ontem experimentei duas coisas muito importantes para esse meu momento: experimentei a raiva e a multiplicação dramática. A raiva foi colocada na aula de Role Playing e percebi que me deixou com o sangue fervilhando. Não costumo perder as estribeiras e isso se intensificou depois que vim morar na casa do meu tio. Ontem percebi o quanto é importante se impor, colocar seus valores se eles não ferem ninguém. E a questão fica: a quem eu quero me impor? Por que o bolo de catarro preso na sessão de quinta? Com quem eu quero gritar?

Acho que muita coisa passa pela minha cabeça e metade dela eu consigo externalizá-la. É difícil mesmo, por isso acho que esse “novo” formato desse blog pode me ajudar a não acumular palavras na garganta, mesmo que elas sejam jogadas ao vento cibernético.

A multiplicação dramática foi uma experiência também energizante. Percebi que alguns conceito de Deleuze e Guattari (que tanto almejo conhecer) estão dentro de mim. Eu preciso escrevê-los e compartilha-los para saber se estou mesmo compreendendo. São conceitos difíceis mesmo. Para mim foi uma belíssima junção do que eu estou fazendo no Mestrado e do que estou vivenciando no Psicodrama. Foi uma belíssima escolha e as pessoas que me circulam nesse ambiente faz São Paulo ganhar sentido e cor.

Há um vício na minha família de cobranças, maior exemplificação disso foi ontem, quando meu irmão perguntou “quando vc vem para cá, para meu pai ficar mais feliz?”. Por que a pergunta tem que ser assim? Por que não falar em saudade, em desejo de me ver ou sei lá? A felicidade dos outros não está na minha mão. Eu não consigo nem dá conta da minha! Como farei isso com a dos outros?

Muita coisa está acontecendo e me sinto em dois caminhos aparentemente opostos (um verdadeiro rizoma – credo!). Um de reterritorialização de tudo que estudei e nesse momento de produção que tanto está me custando, mas que ao mesmo tempo está sendo muito prazeroso. E de outro uma desterritorialização dos meus sentimentos amorosos. Quanto a esse tema não quero escrever porque ele está precisando de um tempo para aparar o caos dentro de mim (e novamente eu faço uma tempestade com as coisas...)

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