
Interessante notar de como num dia chuvoso em São Paulo minha mente lança vôo dos quais não tenho controle.
Interessante perceber que estou aqui lendo e me propondo a fazer um trabalho de pesquisa sobre casas e no decorrer das minhas leituras uma tese de uma arquiteta (muito simbólico para mim) me faz lançar esses vôos de uma forma que ao finalizar a leitura do capítulo sinto necessidade de escrever o que sinto.
Escrever sobre casas, território, rizoma (nos sentido deleuziano e guattariano mesmo) me faz perceber que leio e reflito sobre mim mesma.
Estar em São Paulo completamente desterritorializada, questionando-me o por quê da minha conta do telefone celular vim tão alta... Saudade de casa...
As pessoas perguntam “onde você está morando?” e respondo Vila Mariana, mas hoje me pergunto se realmente estou morando aqui. Parece que a ficha não caiu que sai de casa... A tão sonhada saída de casa... para a casa dos meus tios. Não entenda mal, sinto-me muito bem aqui, mas ainda não é minha casa...
Com data marcada para ir a Aracaju, sinto-me chegando em casa e a bexiga que estava quietinha dá sinal de vida. A saudade nem estava assim, mas só de pensar que em alguns dias estarei em casa, a saudade veio com força essa tarde chuvosa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário